Nasceu numa velha aldeia, cujas origens se perdem na memória dos tempos,

no cimo de uma encosta, abrigada pelas montanhas mais a  norte de Portugal.

 

Foi lá que também nasceu o pai de um dos mais consagrados poetas da língua Portuguesa, Guerra Junqueiro, e daquela região saiu  o explorador Jorge Álvares  que esteve no Japão com Fernão Mendes Pinto, e foi o primeiro  a chegar ao Sul da China em 1513.

 Augusto Pires , transmontano de rija tempera, misto de poeta e aventureiro,  escutou nos ventos  as historias e lendas de outras terras onde a vida era melhor,  o terreno mais fértil,  e  movido pelo  sonho quebrou as fronteiras da pequena aldeia no meio das serras e partiu.

Chegou a Angola em 1964, para ele  aquela era a terra prometida, na vastidão do continente africano encontrou o espaço para realizar tudo que ambicionava, mas o destino tinha outros planos para o jovem Augusto Pires, que em 1975 voltou a fazer as malas  e a percorrer meio mundo para se fixar no Canadá, primeiro na zona de Leamington e Chatham no sul da província do Ontário onde residiam os familiares de sua mulher Maria do Céu Pires. Depois, radicou-se em Toronto, onde iniciou e mantém uma garagem –CP Autobody & Collision e Drive-Me Rent a Car”empresas  que com toda a sua dinâmica  e experiência tem sabido elevar aos mais altos níveis do sector .

A melhor recordação de infância.

 Ida para Angola

A pior recordação ?

Vinda de Angola

Gostava da escola ?

Nem um pouco.

A disciplina que menos gostava na escola ?

Matematica

Quem eram os heróis  na sua infância?

No desporto : Damas e na musica : Amalia Rodrigues.

O que sonhava vir a ser quando adulto ?

Empresário

Porque emigrou?

Ambição de uma vida melhor

Qual foi a maior alegria da sua vida?

O nascimento do filho Paulo e da filha Carla, e agora dos netinhos.

A pior decepção?

Quando perdeu os pais

O maior desgosto?

A morte da sogra

O Mundo seria melhor se?....

Se não houvesse tanta hipocrisia

Na sua opinião qual foi a maior invenção deste século?

Os telefones,mais concretamente o telefone celular.

As qualidades que mais admira nas pessoas?

 A honestidade.

 Os defeitos nas pessoas que mais detesta?

A falsidade e a dualidade de critérios.

Quais os países que já visitou?

Toda a Costa de Africa, Portugal, Canadá e toda a Europa.

As terras que mais  gostaria de visitar?

O Brasil

Prefere o campo ou a praia?

O campo, ar livre

 

Prato favorito?

Feijoada à transmontana

A cor preferida?

Verde

Desportos que mais gosta?

Futebol e fórmula 1

O clube da sua preferência?

Sporting Clube de Portugal

A frase feita que mais gosta?

A vida éfeita de pequenos nadas

A freguesia de Ligares encontra-se no extremo ocidental do concelho de Freixo de Espada à Cinta, no limite com o concelho vizinho de Torre de Moncorvo. O povoamento da área onde se situa a freguesia remonta a períodos anteriores à fundação da Nacionalidade. O habitat de S. Tiago foi utilizado durante o período romano, sendo que essa ocupação se verificou até à Idade Média.

Na Quinta de S. Tiago, foram encontradas grandes quantidades de material romano, como fragmentos de cerâmica comum e tegulas, associados a escórias de ferro e cantarias de granito. Foi também recolhida uma escultura de granito representando um touro, do género das esculturas de berrões e afins típicas desta zona do Nordeste transmontano.

A grande dispersão dos achados, a sua grande quantidade e qualidade leva a pensar na existência de uma villa romana, até porque os solos locais tinham boa aptidão agrícola, requisito fundamental para a instalação de «villae» romanas.

Existem vestígios de outros habitats, todos ocupados antes da fundação da Nacionalidade.

É o caso dos habitats de S. Martinho, de Ligares e da Rebofa, todos da época romana. Nas Inquirições de 1258 e no Foral de Freixo de Espada à Cinta, de 1 de Outubro de 1512, vem com a escrita de “ILGUARES”, passando a ter dois Jurados. Em 1271, o escrivão da Câmara usou o termo “ILIGARDES” e em 1758 nas Memórias Paroquiais aparece a palavra “ILLEGARDES”. Do património edificado, destaca-se a Capela de Santa Cruz, barroca. Foi construída no século XVII e destaca-se, no seu interior, o retábulo-mor em talha policroma rococó.

Lenda de Poiares e Ligares

Segundo a lenda, a populosa povoação de Santo Estevão ficava à beira do Douro raiano, mesmo junto da margem direita, próximo da Malhadinha. Frequentemente talados e saqueados pelos povos da outra margem, resolvem alguns habitantes abandonar o local e ir «poisar» lá no alto, mais afastados e seguros, originando-se assim o topónimo da aldeia de Poiares.

Os restantes santestevenses, em contínuo desassossego, abandonam também o seu burgo. – Vamos «ligar-nos» aos outros, disseram. E originou-se Ligares.

Se a lenda tem ou não fundamento não se sabe, mas está provado que existiu uma povoação no sítio da Malhadinha, onde se têm encontrado diversos vestigios de povoamento antigo e as ruínas de uma capela dedicada a Santo Estêvão

FREIXO DE ESPADA À CINTA

Freixo de Espada à Cinta é o imperante e imperioso lugar de Guerra Junqueiro, e dele é, sobretudo o lugar da sua infância, esse espaço-tempo, limpo como a chuva e como o linho, feito de afectos, sons, cheiros e de pessoas para quem a consciência é o Sol de cada hora:
Sois como a luz que doira as trevas dum monturo,
Ficando sempre branca a sorrir e a cantar;
E tudo quanto em mim há de belo ou de puro,
- Desde a esmola que eu dou à prece que eu murmuro -
É vosso: fostes vós o meu primeiro altar.
Lá da minha distante e encantadora infância,
Desse ninho d'amor e saudade sem fim,
Chega-me ainda a vossa angélica fragrância
Como uma harpa eólia a cantar a distância,
Como um véu branco ao longe inda a acenar por mim!
A Velhice do Padre Eterno