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Durante muitos anos a sua terra natal foi centro de grande actividade baleeira , os homens partiam em pequenas embarcações à caça dos gigantes mamíferos, e era nessa azáfama, dura e tantas vezes heróica que arrancavam ao mar o sustento para as famílias.
Filho e neto de baleeiros, Gilberto Moniz, nasceu nas Lajes do Pico no dia um 1 de Abril de 1948, e foi lá que passou a infância, na vila baleeira, rodeada pelo mar, em contraste com a cor verde dos vinhedos e milheirais, que se destaca das pedras queimadas dos vulcões. Os pais conhecedores da árdua vida do mar esforçaram-se para que o filho tivesse outro destino, e foi por isso que terminada a instrução primaria na vila de Lajes do Pico , o enviaram para o outro lado do canal, na vizinha ilha do Faial para prosseguir os estudos. Foi no liceu da cidade da Horta que completou o sexto ano.
O serviço militar era obrigatório, e aos 17 anos de idade Gilberto Moniz sabia que tinha pela frente uma guerra da qual não queria participar e que já tinha roubado a vida a um dos seus melhores amigos. Decidiu então que poderia pegar as rédeas da vida, e desenhar outros rumos. Tios residentes em Toronto, no Canadá deram uma ajuda preciosa, e foi iniciado o processo para emigrar juntamente com os pais para o segundo maior País do mundo.Enquanto decorria o processo de emigração trabalhou na repartição de Finanças em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, onde veio a conhecer a Maria Helena, a rapariga dos seus sonhos e que algum tempo depois seria a sua esposa. De um casamento feliz nasceram três filhas, que já casadas lhe deram quatro netos que nos dias de hoje o enchem de orgulho e alegria.Gilberto Moniz residiu dez anos em Toronto, mantendo sempre acesa e bem viva a sua paixão pelo desporto, aderiu à Casa do Benfica onde exerceu durante algum tempo o cargo de director desportivo.
Decorria o ano de 1978 quando se mudou para Mississauga, onde comprou casa e quase ao mesmo tempo se filiava no clube Português que na altura dava os primeiros passos, um ano depois o seu grande entusiasmo pela colectividade já era notado a que levou a que fosse convidado para fazer parte da direcção, à qual ainda se mantém ligado. Ao longo de todos estes anos exerceu várias posições como presidente do conselho fiscal, presidente da assembleia-geral, tesoureiro, várias vezes vice-presidente, e presidente do clube, cargo que já exerceu ao longo de onze mandatos. Foi membro activo do comité da Pró-sede, um comité formado para realizar a tarefa de aquisição de um novo edifício para sede do Clube, e que resultou na compra da propriedade ao numero 53 da Queen St em Streetsville, instalações que depois de grandes obras e remodelações se transformaram na nova sede do Clube Português de Mississauga agora conhecido por Centro Cultural Português de Mississauga, e onde Gilberto Moniz já exerceu sete dos seus onze mandatos, à frente dos destinos da colectividade. Homem simples, com espírito de camaradagem e dotado de grande capacidade de liderança e execução, qualidades reconhecidas por todos os que com ele convivem e que lhe têm granjeado admiração pela parte dos próprios directores do clube, e sobretudo muitas amizades. Instituições e individualidades tem-lhe manifestado de diversas formas o seu reconhecimento, e prestado justas homenagens pelos excelentes serviços que continua a prestar na comunidade em que está inserido. O decorrer dos anos não lhe roubou o entusiasmo, antes pelo contrário, e o Gilberto continua cheio de entusiasmo e a trabalhar arduamente para que o Clube da sua grande paixão suba mais alto e seja um dos maiores e de mais prestigio em terras do Ontário, para o orgulho de todos nós, e dignificação da comunidade.
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